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Profissional autônomo

INSS como base, previdência como complemento

Sem empregador, a aposentadoria depende só de você: garantir o INSS primeiro e complementar depois, com liquidez para os meses fracos.

Marina, 38 anos

Designer autônoma, com renda que varia mês a mês (cerca de R$ 7.000 em média)

Sem empregador, a Marina é quem paga o INSS e quem decide quanto guardar. O INSS vem primeiro, porque protege também em caso de doença, acidente e morte. A previdência complementar entra por cima, com aportes que ela pode ajustar nos meses fracos.

INSS no plano de 20% sobre R$ 7.000
R$ 1.400 por mês
Aposentadoria acima do mínimo.
INSS no plano de 11%
R$ 178 por mês
Só aposentadoria por idade, de um salário mínimo.
INSS como MEI (5%)
R$ 81 por mês
Também um salário mínimo.
Reserva de 9 meses de gastos
R$ 45.000
Gastos de R$ 5.000 por mês; com renda que varia, mais do que os 6 meses de quem é CLT.
INSS estimado aos 62 anos
R$ 5.600
Pelo plano de 20%.
Tipo de plano
VGBL
Na declaração simplificada, a dedução do PGBL não vale. No VGBL o imposto incide só sobre o rendimento.

Pessoas fictícias; os números são estimativas calculadas pelas mesmas contas do diagnóstico e dos simuladores.

O que pesa neste perfil

Os critérios que mais contam aqui são liquidez e tributação.

Previdência complementar comparada a outras formas de investir
CritérioPrevidência (PGBL/VGBL)Fundo atrelado à SelicTesouro IPCA+Imóvel para renda
LiquidezPode ter carência; depois, alguns dias úteisDiária ou em poucos diasDiária, mas o preço oscila antes do vencimentoBaixa: vender leva meses
TributaçãoRegressiva chega a 10% após 10 anos; o PGBL deduz até 12% da renda bruta15% a 22,5% conforme o prazo, com come-cotas em maio e novembro15% a 22,5% sobre o ganho, conforme o prazoAluguel pela tabela do IR, até 27,5%; ganho na venda, 15% a 22,5%
CustosTaxa de administração e, em alguns planos, carregamentoTaxa de administração do fundoTaxa de custódia da B3, de 0,2% ao anoITBI, cartório, corretagem, manutenção e meses sem inquilino
Proteção contra inflaçãoDepende do fundo escolhidoParcial: a Selic costuma ficar acima da inflaçãoSim, por contrato, se levado até o vencimentoEm geral sim, pelo reajuste do aluguel
Indicado paraLongo prazo, declaração completa (PGBL) e cuidado com herdeirosReserva de emergência e prazos curtosLongo prazo com proteção garantida contra a inflaçãoQuem quer renda mensal e aceita pouca liquidez
SucessãoVai direto aos beneficiários, fora do inventário e, em regra, sem ITCMDEntra no inventário e paga ITCMDEntra no inventário e paga ITCMDEntra no inventário e paga ITCMD; dividir entre herdeiros é difícil

Arraste a tabela para ver todas as colunas

Fontes: Leis 11.053/2004, 9.532/1997, 11.033/2004, 14.754/2023 e 7.713/1988; STF, Tema 1.214. Referência: out/2026.

O caminho que costuma fazer sentido

  1. 1

    Manter o INSS em dia no plano que faz sentido (20% para ter aposentadoria acima do mínimo).

  2. 2

    Montar uma reserva de 9 a 12 meses de gastos num fundo atrelado à Selic ou no Tesouro Selic.

  3. 3

    Depois, um VGBL com aportes flexíveis, que pode receber mais nos meses bons e menos nos fracos.

  4. 4

    Comparar as taxas: com renda irregular, plano sem carregamento e com taxa baixa faz mais diferença.

Para estudar

Na ordem que costuma ajudar neste perfil.

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Aviso legal. Conteúdo educativo e independente. Não constitui recomendação de investimento nem oferta de produto financeiro. Simulações são estimativas baseadas em premissas e não garantem resultados futuros. Consulte as condições do plano e, se necessário, um planejador financeiro.