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Carência, resgates e cuidados

Quando dá para sacar, quanto custa e o que evitar.

Leitura de 5 min Revisado em out/2026 Regras com fonte

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O que é carência

É o prazo em que não dá para resgatar (nem fazer portabilidade) depois de contratar o plano ou de fazer uma contribuição. Cada plano define a sua carência no regulamento.

Como funciona o resgate

Passada a carência, você pode resgatar parte ou tudo do saldo. O dinheiro costuma cair na conta em alguns dias úteis. Sobre ele incide imposto de renda:

  • PGBL: sobre o valor total resgatado.
  • VGBL: só sobre o rendimento.
  • Na regressiva, a alíquota depende de quanto tempo cada contribuição ficou no plano. Na progressiva, há 15% retidos na fonte e acerto na declaração.

Veja as tabelas em Tabela progressiva ou regressiva.

Exemplo em reais

Lúcia contribuiu R$ 30 mil num PGBL regressivo há 1 ano e meio e precisa do dinheiro.

  • Saldo: R$ 33 mil.
  • Imposto: 35% sobre o valor total = R$ 11.550.
  • Ela recebe R$ 21.450, menos do que colocou.

Se ela tivesse uma reserva de emergência fora da previdência, teria evitado essa perda.

Cuidados antes de resgatar

  1. Tenha uma reserva em algo de resgate rápido, como um fundo atrelado à Selic ou o Tesouro Selic.
  2. Resgate em partes, começando pelas contribuições mais antigas, que pagam menos imposto na regressiva.
  3. Prefira a portabilidade se o motivo for trocar de plano.
  4. Considere a renda em vez do resgate total, se o objetivo é se aposentar. Veja Conversão em renda.

Resumo em 4 pontos

  1. A carência é definida no regulamento de cada plano.
  2. No PGBL o imposto incide sobre tudo; no VGBL, só sobre o rendimento.
  3. Resgatar nos primeiros anos da regressiva custa 35%.
  4. Mantenha a reserva de emergência fora da previdência.

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