Três jeitos de contribuir
Quem trabalha por conta própria escolhe quanto pagar ao INSS. Cada plano dá direito a coisas diferentes:
| Plano | Alíquota | Sobre | Aposentadoria por tempo e acima do mínimo |
|---|---|---|---|
| Plano normal | 20% | de um salário mínimo até o teto | Sim |
| Plano simplificado | 11% | um salário mínimo | Não, só por idade |
| MEI e baixa renda | 5% | um salário mínimo | Não, só por idade |
Plano normal: 20%
Você contribui com 20% sobre o valor que escolher, entre um salário mínimo e o teto. Em 2026, isso vai de R$ 324,20 a R$ 1.695,11 por mês.
É o único plano que permite aposentadoria acima do salário mínimo e o uso das regras de transição por tempo de contribuição.
Plano simplificado: 11%
Você contribui com 11% do salário mínimo: R$ 178,31 por mês em 2026. Garante aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade, pensão e salário-maternidade, todos no valor de um salário mínimo.
MEI e baixa renda: 5%
O MEI paga 5% do salário mínimo (R$ 81,05 em 2026), já incluído no boleto mensal (DAS). O mesmo percentual vale para quem é facultativo de baixa renda, sem renda própria e com a família inscrita no CadÚnico. Os benefícios também são de um salário mínimo.
E se eu quiser mais depois?
Quem pagou 11% ou 5% pode complementar a diferença até 20%, com juros, para que esses meses contem como no plano normal. Só vale a pena fazer a conta antes: às vezes é melhor complementar só os meses que faltam para uma regra específica.
Onde entra a previdência complementar
Mesmo no plano de 20%, a aposentadoria fica limitada ao teto do INSS. Para quem quer renda maior ou já paga o mínimo, a previdência complementar e os investimentos ajudam a fechar a diferença. O diagnóstico mostra quanto falta no seu caso.
Resumo em 4 pontos
- 20%: aposentadoria acima do mínimo e regras por tempo de contribuição.
- 11% e 5% (MEI): benefícios de um salário mínimo.
- Dá para complementar a diferença depois, com juros.
- Para renda maior, combine o INSS com previdência complementar ou investimentos.