O que é o teto
O INSS tem um valor máximo sobre o qual você contribui e que pode receber de benefício. Em 2026 esse limite é de R$ 8.475,55 por mês. Ele é reajustado todo ano, em janeiro, pela inflação medida pelo INPC.
Se o seu salário é de R$ 15.000, a contribuição é calculada só até o teto: o desconto máximo do empregado em 2026 é de R$ 988,09. E a aposentadoria também nunca passa do teto, por mais que você tenha ganhado ao longo da vida.
Quanto o empregado paga
A contribuição é progressiva: cada parte do salário paga a alíquota da sua faixa, como no Imposto de Renda.
| Parte do salário | Alíquota |
|---|---|
| Até R$ 1.621,00 | 7,5% |
| De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 | 9% |
| De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 | 12% |
| De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 | 14% |
Na prática
Carlos ganha R$ 15.000 por mês e vai se aposentar com 30 anos de contribuição, sempre no teto.
- Média das contribuições, limitada ao teto: R$ 8.475,55.
- Percentual (homem, 30 anos): 60% + 10 × 2 = 80%.
- Aposentadoria estimada: R$ 6.780,44 por mês.
O INSS vai repor cerca de 45% da renda de hoje. Os outros 55% precisam vir de outra fonte.
O que fazer com a diferença
Existem quatro caminhos principais para complementar a renda, cada um com prós e contras:
- previdência complementar (PGBL ou VGBL);
- Tesouro IPCA+;
- fundos atrelados à Selic;
- imóveis para renda.
O diagnóstico ajuda a ver qual combina com você, e a aba Previdência complementar explica cada detalhe.
Resumo em 4 pontos
- O teto limita tanto a contribuição quanto a aposentadoria.
- Ele é reajustado todo ano, em janeiro, pela inflação (INPC).
- Quem ganha bem acima do teto recebe uma parte pequena da renda atual.
- A diferença precisa vir de previdência complementar ou investimentos.