A média de todos os salários
O ponto de partida é a média de todos os seus salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos pela inflação. Antes da Reforma, os 20% menores eram descartados; agora entram todos, o que costuma puxar a média para baixo.
60% mais 2 pontos por ano
Sobre essa média, você recebe:
- 60%, com 20 anos de contribuição (homens) ou 15 anos (mulheres);
- mais 2 pontos percentuais por ano de contribuição acima disso.
Para receber 100% da média, os homens precisam de 40 anos de contribuição e as mulheres, de 35.
Exemplo passo a passo
Ana tem 62 anos e 30 anos de contribuição. A média dos salários dela é de R$ 4.000.
- Ela passa 15 anos do mínimo: 15 × 2 = 30 pontos a mais.
- Percentual: 60% + 30% = 90%.
- Aposentadoria: 90% de R$ 4.000 = R$ 3.600 por mês.
Limites: nunca abaixo do mínimo, nunca acima do teto
O valor da aposentadoria não pode ser menor que o salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) nem maior que o teto do INSS (R$ 8.475,55). Quem ganha acima do teto vai receber, no máximo, o teto. Veja por que isso importa.
Exceções que dão 100% da média
- Quem se aposenta pelo pedágio de 100%;
- Aposentadoria por incapacidade permanente causada por acidente de trabalho ou doença profissional.
Resumo em 4 pontos
- A base é a média de todos os salários desde julho de 1994.
- Você recebe 60% da média mais 2 pontos por ano acima do mínimo.
- O valor fica entre o salário mínimo e o teto do INSS.
- Pedágio de 100% e acidente de trabalho garantem 100% da média.