Previdência é a embalagem, o fundo é o recheio
Quem rende não é "a previdência", e sim o fundo onde o dinheiro do plano é aplicado. Dois PGBLs podem render de forma muito diferente, conforme o fundo escolhido.
Os perfis mais comuns:
| Perfil | Onde aplica | Oscilação |
|---|---|---|
| Renda fixa | Títulos públicos e privados, em geral atrelados à Selic ou à inflação | Baixa |
| Multimercado | Mistura renda fixa, ações, câmbio e outros | Média |
| Ações (renda variável) | Uma parte maior em ações | Alta |
| Ciclo de vida | Começa com mais ações e vai reduzindo perto da data-alvo | Diminui com o tempo |
Compare com o CDI
O CDI acompanha de perto a Selic e é a régua mais usada para avaliar investimentos. Um fundo de renda fixa de previdência que rende menos que o CDI depois das taxas, por vários anos seguidos, não está entregando o que promete.
Num ano em que o CDI rendeu 12%, o fundo A rendeu 11,4% (95% do CDI) e o fundo B rendeu 9,6% (80% do CDI).
Em 20 anos, essa diferença de cerca de 2 pontos por ano faz o fundo A acumular algo como 40% a mais que o fundo B.
Como avaliar sem se enganar
- Olhe 3 a 5 anos, não só os últimos 12 meses.
- Compare com fundos do mesmo perfil: renda fixa com renda fixa, ações com ações.
- Veja a rentabilidade depois das taxas (a divulgada já desconta a taxa de administração; o carregamento não).
- Confira a oscilação: quedas fortes perto da aposentadoria podem atrapalhar os planos.
Trocar de fundo
Dentro da mesma instituição, em geral dá para trocar de fundo sem custo. Para levar o dinheiro a outra instituição, use a portabilidade.
Resumo em 4 pontos
- O rendimento depende do fundo escolhido, não da previdência em si.
- Compare com o CDI e com fundos do mesmo perfil.
- Olhe 3 a 5 anos e a rentabilidade depois das taxas.
- Fundo ruim? Troque de fundo ou use a portabilidade.